Camada de Ozônio A camada de ozônio é uma "capa" de gás que envolve a Terra e a protege de várias radiações, sendo que a principal delas, a radiação ultravioleta, é a principal causadora de câncer de pele. Devido ao desenvolvimento industrial, passaram a ser utilizados produtos que emitem clorofluorcarbono , um gás que ao atingir a camada de ozônio destrói as moléculas que a formam (O3), causando assim a destruição dessa camada da atmosfera. Sem essa camada, a incidência de raios ultravioletas nocivos à Terra fica sensivelmente maior, aumentando as chances do câncer. Nas últimas décadas tentou-se evitar ao máximo a utilização do clorofluorcarbono e, mesmo assim, o buraco na camada de ozônio continua aumentando, preocupando a população mundial. As tentativas de se diminuir a produção do clorofluorcarbono , devido à dificuldade de se substituir esse gás, principalmente nos refrigeradores, fez com que o buraco continuasse aumentando, prejudicando cada vez mais a humanidade. De qualquer forma, temos que evitar ao máximo a utilização desse gás, para que possamos garantir a sobrevivência de nossa espécie.
O buraco A região mais afetada pela destruição da camada de ozônio é a Antártida. Nessa região, principalmente no mês de setembro, quase a metade da concentração de ozônio é misteriosamente sugada da atmosfera. Esse fenômeno deixa à mercê dos raios ultravioletas uma área de 31 milhões de quilômetros quadrados, maior que toda a América do Sul, ou 15% da superfície do planeta. Nas demais áreas do planeta, a diminuição da camada de ozônio também é sensível; de 3 a 7% do ozônio que a compunha já foi destruído pelo homem. O que são os raios ultravioleta Raios ultravioletas são ondas semelhantes a ondas luminosas, as quais se encontram exatamente acima do extremo violeta do espectro da luz visível.
A reação As moléculas de clorofluorcarbono, passam intactas pela troposfera, que é a parte da atmosfera que vai da superfície até uma altitude média de 10.000 metros. Em seguida essas moléculas atingem a estratosfera, onde os raios ultravioletas do sol aparecem em maior quantidade. Esses raios quebram as partículas de clorofluorcarbono liberando o átomo de cloro. Este átomo, então, rompe a molécula de ozônio, formando monóxido de cloro e oxigênio. A reação tem continuidade e logo o átomo de cloro libera o de oxigênio que se liga a um átomo de oxigênio de outra molécula de ozônio, e o átomo de cloro passa a destruir outra molécula de ozônio, criando uma reação em cadeia. Por outro lado, existe a reação que beneficia a camada de ozônio: Quando a luz solar atua sobre óxidos de nitrogênio, estes podem reagir liberando os átomos de oxigênio, que se combinam e produzem ozônio. Estes óxidos de nitrogênio são produzidos continuamente pelos veículos automotores, resultado da queima de combustíveis fósseis. Infelizmente, a produção de clorofluorcarbono, mesmo sendo menor que a de óxidos de nitrogênio, consegue, devido à reação em cadeia já explicada, destruir um número bem maior de moléculas de ozônio que as produzidas pelos automóveis.
Porque na Antártida Em todo o mundo as massas de ar circulam, sendo que um poluente lançado no Brasil pode atingir a Europa devido a correntes de convecção. Na Antártida, devido ao rigoroso inverno de seis meses, essa circulação de ar não ocorre e, assim, formam-se círculos de convecção exclusivos daquela área. Os poluentes atraídos durante o verão permanecem na Antártida até a época de subirem para a estratosfera. Ao chegar o verão, os primeiros raios de sol quebram as moléculas de clorofluorcarbono encontradas nessa área, iniciando a reação. Foi constatado que na atmosfera da Antártida, a concentração de monóxido de cloro é cem vezes maior que em qualquer outra parte do mundo. No Brasil ainda há pouco com que se preocupar No Brasil, a camada de ozônio ainda não perdeu 5% do seu tamanho original, de acordo com os instrumentos medidores do Instituto de Pesquisas Espaciais. O instituto acompanha a movimentação do gás na atmosfera desde 1978 e até hoje não detectou nenhuma variação significante, provavelmente pela pouca produção de clorofluorcarbono no Brasil em comparação com os países de primeiro mundo. No Brasil apenas 5% dos aerossóis utilizam clorofluorcarbono, já que uma mistura de butano e propano é significativamente mais barata, funcionando perfeitamente em substituição ao clorofluorcarbono.
Os males A principal conseqüência da destruição da camada de ozônio será o grande aumento da incidência de câncer de pele, desde que os raios ultravioletas são mutagênicos. Além disso, existe a hipótese segundo a qual a destruição da camada de ozônio pode causar desequilíbrio no clima, resultando no efeito estufa, o que causaria o descongelamento das geleiras polares e conseqüente inundação de muitos territórios que atualmente se encontram em condições de habitação. De qualquer forma, a maior preocupação dos cientistas é mesmo com o câncer de pele, cuja incidência vem aumentando nos últimos vinte anos. Cada vez mais aconselha-se a evitar o sol nas horas em que esteja muito forte, assim como a utilização de filtros solares, únicas maneiras de se prevenir e de se proteger a pele.
O homem ao respirar, ingerir alimentos, beber água e utilizá-la para inúmeros fins, cria um novo elemento conhecido como resíduo líquido, o esgoto. Podemos concluir que os esgotos nada mais são do que já utilizadas e refugadas.
Fases do sistema de esgoto completo
Pré tratamento: o esgoto é sujeito aos processos de separação dos sólidos mais grosseiros tais como a gradagem
§Tratamento primário: matéria poluente é separada da água. Este processo, de ação física, pode em alguns casos ser ajudado pela adição de agentes químicos que através de uma floculação, assim possibilitam a obtem-se matérias poluente de maiores dimensões e assim mais facilmente decantáveis.
§ Tratamento secundário:geralmente consistindo num processo biológico, a matéria orgânica (poluente) é consumida por microorganismos nos chamados reatores biológicos. Estes reatores são normalmente constituídos por tanques com grande quantidade de microorganismos aeróbios, havendo por isso a necessidade de promover o seu arejamento. Finalizado o tratamento secundário, as águas residuais tratadas apresentam um reduzido nível de poluição por matéria orgânica, podendo na maioria dos casos, serem despejadas no meio ambiente receptor.
§ Tratamento terciário:Normalmente antes do lançamento final no corpo receptor, é necessário proceder à desinfecção das águas residuais tratadas para a remoção dos organismos patogênicos ou, em casos especiais, à remoção de determinados nutrientes, como o nitrogênio (azoto) e o fósforo, que podem potenciar, isoladamente e/ou em conjunto, a eutrofização das águas receptoras.
§ Desinfecção:requer condições anóxicas (ausência de oxigênio) para que as comunidades biológicas apropriadas se formem. A desnitrificação é facilitada por um grande número de bactérias. Métodos de filtragem em areia, lagoa de polimento, etc. pode reduzir a quantidade de nitrogênio. O sistema de lodo ativado, se bem projetado, também pode reduzir significante parte do nitrogênio.
oÁguas residuárias: são líquidos residuais ou efluentes de esgoto (doméstico ou industrial).
oÁgua residuárias domestica: são os dejetos líquidos das habitações, estabelecimentos comerciais ou edifícios públicos.
oÁguas residuárias industriais: são os dejetos líquidos das industrias.
oÁguas imundas: parcela da água residuárias que contem material fecal.
oÁguas servidas: águas que resultam das lavagens e limpezas.
oDejetos: são resíduos líquidos de prédios e residenciais que não contenham águas pluviais.
oÁguas de infiltração: parcela da água do solo que penetra nas tubulações de esgoto.
oRede de esgoto: conjunto de canalizações e órgãos acessórios que coletam e afastam as águas residuárias.
oSistema de esgoto: conjunto de canalizações e órgãos acessórios e obras distintas à coleta, afastamento,tratamento e deposição das águas residuárias.
Fonte: “centro de pesquisa e orientação de segurança e medicina no trabalho, federação dos trabalhadores nas indústrias químicas e farmacêuticas do estado de são Paulo”.
Com esgoto, Paraíba vira rio 100% poluído ·. O lançamento de esgoto doméstico e resíduos industriais tornou o rio Paraíba do Sul, o mais importante do Vale do Paraíba, um curso de água 100% poluído.A avaliação é do Ceivap (Comitê para Integração da Bacia do Rio Paraíba do Sul), órgão que reúne dados e traça as políticas dos recursos hídricos na bacia nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.Segundo o Ceivap, o rio recebe 1 bilhão de litros de esgoto doméstico por dia em toda sua extensão, de 1.137 km, região ocupada por 4,825 milhões de habitantes.Além do esgoto doméstico, o Paraíba ainda recebe os efluentes industriais de mais de 5.000 indústrias instaladas nos três Estados por onde o rio passa.O Vale do Paraíba, uma das regiões mais industrializadas do país, é responsável por grande parte da poluição do rio.Segundo o secretário-executivo do Ceivap, Edilson de Paula Andrade, a falta de tratamento do esgoto doméstico das maiores cidades do Vale pode matar o rio.São José dos Campos, a maior cidade do Vale, é também a que mais lança esgoto sem tratamento no rio Paraíba: são 16 toneladas de detritos diariamente.Somente 45% das residências de São José dos Campos têm o seu esgoto tratado.Segundo o gerente de setor de produção e tratamento da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), Fernando Lourenço de Oliveira, para que todo o esgoto da cidade seja tratado, é preciso construir uma estação de bombeamento de efluentes e finalizar as obras da bacia do Vidoca."Com um investimento do governo estadual, de aproximadamente R$ 20 milhões, acredito que nos próximos três anos as obras da bacia do Vidoca já estejam bem adiantadas", afirma o engenheiro.As outras duas principais cidades do Vale, Jacareí e Taubaté, não tratam nada do esgoto doméstico que produzem e lançam, juntas, 26 toneladas de efluentes.Para se ter idéia da dificuldade de mudar as características do rio, somente em Jacareí, que conta hoje com cerca de 200 mil habitantes, seria preciso gastar R$ 49 milhões para tratar o esgoto.Os cálculos são do atual prefeito, Benedicto Sérgio Lencioni (PTB), que defende a privatização do Saae (Sistema de Abastecimento de Águas e Esgoto).Estudos da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) revelam que, mesmo com o tratamento do esgoto industrial, pelo menos 7 toneladas de poluentes perigosos chegam ao rio por dia. Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u14378.shtml
O perfil qualitativo dos resíduos sólidos urbanos no Brasil, de uma maneira geral, é denominado de " Lixo pobre", por conter uma baixa parcela de materiais reaproveitáveis.
A Constituição Federal esta
belece que o Poder Público Municipal é o órgão responsável pela coleta de lixo, além da limpeza das ruas e praças da cidade. Formas inadequadas de acondicionamento de lixo podem gerar grandes prejuízos ao meio ambiente. Os lixões, por exemplo, são formas inadequadas de acondicionamento, pois são responsáveis pela proliferação de doenças, solo contaminado e mau cheiro.
O Brasil, mesmo quando comparado a alguns países desenvolvidos, apreeitadas.
Análise da Reciclagem no Brasil por material:
46% das embalagens de vidro são recicladas no Brasil somando 390 mil ton/ano. Desse total, 40% são oriundos da indústria de envaze, 40% do mercado difuso, 10% do "canal frio" (bares, restaurantes, etc) e 10% do refugo da indústria. Nos EUA, o índice de reciclagem gira em torno de 40%, correspondendo a 2,5 milhões de toneladas, na Suíça (92%), na Finlândia (91%), na Noruega e Bélgica (88%).
Em 2003, 45% do total de vidro que circula no mercado nacional foram reciclados, somando mais de 580 mil toneladas. Este índice praticamente dobrou em uma década, visto que em 1993 o índice de reciclagem era de 25% do total produzido deste material.
Em 2007, 47% do total de vidro que circula no mercado nacional foram reciclados, enquanto que os Estados Unidos reciclaram 40%.
Com um quilo de vidro se faz outro quilo de vidro, com perda zero e sem poluição para o meio ambiente. Além da vantagem do reaproveitamento de 100% do caco, a reciclagem permite poupar matérias primas naturais, como areia, barrilha, calcário, etc. Esse material reciclado pode ser aplicado em segmentos como pavimentação de estradas, fibra de vidro, bijuterias e muitos outros.
Limitações: A reciclagem desse material não é maior devido ao seu peso, o que encarece o custo do transporte da sucata. Além disso, o material não pode estar misturado com pedaços de cristais, espelhos, lâmpadas ou até mesmo vidro plano usado para automóveis, pois a química do material é diferente o que impede a reciclagem.
Papel e papelão:
33% do papel que circulou no País em 2004 retornou à produção através da reciclagem. Esse índice corresponde à aproximadamente 2 milhões de toneladas. A maior parte do papel destinado à reciclagem, cerca de 86%, é gerado por atividades comerciais e industriais. No Brasil as indústrias consumiram 2,8 milhões de toneladas de papel reciclado.
As caixas feitas em papel ondulado são facilmente recicláveis, consumidas principalmente pelas indústrias de embalagens, responsáveis pela utilização de 64,5% das aparas recicladas no Brasil. Em 2004, 79% do volume total de papel ondulado consumido no Brasil foi reciclado. Nos EUA a recuperação de embalagens de Papelão Ondulado atingiu em 2003 74%, com 23.165 mil toneladas de aparas recuperadas.No mercado americano, as caixas onduladas têm 21% de sua composição proveniente de papel reciclado.
Em 2007 as porcentagens no Brasil foram de:
79,5% - papelão ondulado
38,1% - papel de escritório
Limitações: A contaminação com cera, óleo, plástico e outros materiais prejudicam a reciclagem destes. Porém, como as caixas de papelão ondulado não cabem em cestas de lixo, são coletadas separadamente diminuindo o risco de contaminação do material.
Embalagens Compostas:
25,5% foi a taxa de reciclagem de Embalagens Longa Vida no Brasil em 2007 totalizando cerca de 48.500 mil toneladas. Na Europa, em 2007 a reciclagem deste material ficou em 30%. Cada tonelada de embalagem cartonada reciclada gera, aproximadamente, 680 quilos de papel kraft. No Brasil, é previsto um aumento constante da reciclagem dessas embalagens devido à expansão das iniciativas de coleta seletiva com organização de municípios, cooperativas e comunidade e ao desenvolvimento de novos processos tecnológicos. A taxa de reciclagem mundial é de 16% de Embalagens Longa Vida pós-consumo. Em 2003 a taxa de reciclagem das embalagens longa vida no Brasil foi de 20% totalizando cerca de 30 mil toneladas. A partir da reciclagem dessas embalagens é possível obter fibras para confecção de caixas de papelão e plástico/alumínio que podem ser utilizados para fabricação de peças plásticas como vassouras, canetas e até placas e telhas.
Limitações: Uma vez as embalagens longa vida separadas na coleta seletiva e encaminhadas para as indústrias recicladoras adequadas, não há limitações para a sua reciclagem e reaproveitamento de todas as suas camadas. Entretanto, alguns cuidados podem auxiliar na melhor separação e armazenamento na coleta seletiva. É importante que as embalagens estejam livres de resíduos orgânicos como restos de comidas, pois isso evita odores desagradáveis ao material armazenado. Outra forma de contribuir, é manter as embalagens compactas (sem ar), pois diminui o volume de material que deve ser encaminhado para coleta seletiva.
Metal e Aço:
47% das latas de aço consumidas no Brasil em 2003 foram recicladas. Este índice vem aumentando graças à ampliação de programas de coleta seletiva municipais e programas de reciclagem pós-consumo para estimular a coleta destas embalagens. Esta iniciativa permitiu à embalagem de bebida carbonatada atingir o índice de 78% de reciclagem, número auditado por empresa independente.
Nos Estados Unidos, 60% das embalagens de folha de flandres foram recicladas e no Japão 86%. A cada ano são recicladas no mundo 385 milhões de toneladas de aço.
Em 2007, 49% da produção nacional foi reciclada.
Se considerarmos os índices de reciclagem de carros velhos, eletrodomésticos, resíduos de construção civil, ou seja, todos os segmentos do aço e somarmos aos índices das embalagens deste material, o Brasil recicla cerca de 70% de todo o aço produzido anualmente.
Limitações: As latas devem estar livres das impurezas contidas no lixo, principalmente terra e outros materiais metálicos. O estanho em concentração elevada pode dificultar a reciclagem fazendo-se necessária a retirada deste por processos metalúrgicos que encarecem o processo.
Alumínio :
Em 2005, o Brasil reciclou aproximadamente 9,4 bilhões de latas de alumínio, que representa 127,6 mil toneladas.
O material é recolhido e armazenado por uma rede de aproximadamente 130 mil sucateiros, responsáveis por 50% do suprimento de sucata de alumínio à indústria. Outra parte é recolhida por supermercados, escolas, empresas e entidades filantrópicas. O mercado brasileiro de sucata de latas de alumínio, entre 2000 e 2005, teve um crescimento significativo, devido ao aumento da participação de condomínios e clubes nos programas de coleta seletiva. Outro dado relevante é o surgimento de cooperativas e associações de catadores em todo o país: a participação dessas entidades na coleta de latas de alumínio passou de 43% em 2000 para 52% em 2005. 96,2% da produção nacional de latas foi reciclada em 2005. Em 2004, o índice foi de 96%. Os números brasileiros superam países industrializados como Japão e EUA. Em 2005, os Estados Unidos recuperaram 52% de suas latinhas. O alumínio é reciclável sem perder as suas características, por isso latas e outros tipos de sucata (perfis, panelas, peças fundidas, etc), podem ser reutilizadas como outros produtos semi-manufaturados de alumínio, com características técnicas necessárias para atender às diversas aplicações.
A reciclagem do alumínio em 2007 alcançou os seguintes índices:
Brasil - 96,5%
Japão - 90,9%
Argentina - 88,2%
Estados Unidos - 51,6%
Limitações:A contaminação com matéria orgânica, a mistura com outros materiais, areia ou até mesmo excesso de umidade interferem na reciclagem do alumínio, dificultando sua recuperação para usos mais nobres.
Plásticos:
16,5% dos plásticos rígidos e filme são reciclados em média no Brasil, o que equivale a cerca de 200 mil toneladas por ano. Não há dados específicos para o plástico filme. Em média, o material corresponde a 29% do total de plásticos separados pelas cidades que fazem coleta seletiva. A taxa de reciclagem de plástico na Europa há anos está estabilizada em 22%, sendo que em alguns países a prática é impositiva e regulada por legislações complexas e custosas para a população local, diferentemente do Brasil, onde a reciclagem acontece de forma espontânea. O Brasil ocupa o 4º lugar na reciclagem mecânica do plástico, ficando atrás, apenas da Alemanha, Áustria e EUA. Em 2004 a Europa reciclou 10,5% dos plásticos, o que equivale a 48 mil toneladas.
O índice de reciclagem dos plásticos rígidos e filme em 2007 no Brasil foram de:
Plástico rígido - 21,2%
Plástico filme - 22%
Limitações:A contaminação do material com a matéria orgânica, areia ou óleo e a mistura de polímeros que não são quimicamente compatíveis prejudicam o processo de reciclagem. Sendo assim, os vários tipos de polímeros precisam ser identificados e separados, através dos símbolos padronizados que identificam cada material.
PET – Poli (Tereftalato de Etileno)
O índice de reciclagem brasileiro do PET é de 51,3 %, o maior do mundo entre os países onde não há coleta seletiva. Em 200 6 , o volume reciclado foi de 19 4 mil toneladas de embalagens de PET . A capacidade instalada é de 24 2 mil toneladas. Entre os estados brasileiros, São Paulo detém a maior participação na reciclagem, seguido de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O PET reciclado é utilizado principalmente para a produção de fibras de poliéster (40%), extrusão de chapas ( 16% ) e filmes para termoformagem (15%). Vários outros setores, entretanto, utilizam as embalagens de PET recicladas como matéria-prima: resinas para tintas, vernizes, adesivos e resina poliéster , tubos e vários outros.
No Brasil, 51,3 % das embalagens pós-consumo foram efetivamente recicladas em 200 6 , totalizando 1 94 mil toneladas , num crescimento de 11,5% sobre o ano anterior . As garrafas são recuperadas principalmente através de catadores, além de fábricas e da coleta seletiva operada por municípios. Os programas oficiais de coleta seletiva, que existem em mais de 200 cidades do País, recuperam por volta de 1000 toneladas por ano. Além de garrafas descartáveis, existem no mercado nacional 70 milhões de garrafas de refrigerantes retornáveis, produzidas com este material. No Brasil a taxa de reciclagem de resinas de PET apresenta crescimento anual acima de 20% desde 1997, com picos de 35% (entre 2002/2003). Entre 2003 e 2004 o crescimento da indústria recicladora de PET foi da ordem de 22%.
Em 2007 o Brasil reciclou 51,3% das embalagens PET produzidas no país.
No mesmo ano o Japão reciclou 62%, Europa 38,6%, Argentina 27,1%, Austrália 27%, Estados Unidos 23,5% e México 11%.
Cinquenta e oito indústrias processam o PET pós-consumo, produzindo bens como embalagens para não-alimentícios, fibra de poliéster para indústria têxtil, mantas para obras de geotecnia, vassouras e escovas, cordas, produtos de uso doméstico, tubos para esgotamento predial, telhas, filmes, chapas, etc.
Limitações:O consumidor ainda não está totalmente informado sobre a possibilidade de reciclagem e o conseqüente valor econômico da garrafa PET pós-consumo. Com isso, as embalagens acabam descartadas no lixo comum. Por outro lado, a falta de sistemas eficientes de coleta seletiva impedem a recuperação das garrafas, que acabam perdidas em aterros sanitários e lixões.
Reciclagem no Brasil e no mundo :
Brasil
17,5%
Argentina, Uruguai e Paraguai
5%
Chile
Menos que 5%
Alemanha
60%
Espanha
17%
França
15%
República Tcheca
27%
Bélgica
28,5%
Polônia
7%
Suécia
17,6%
Luxemburgo
28%
Estados Unidos
13,5% - maioria garrafas de refrigerantes, água e leite
Os resultados da reciclagem são expressivos tanto no campo ambiental, como nos campos econômico e social.
No meio-ambiente a reciclagem pode reduzir a acumulação progressiva de resíduos a produção de novos materiais, como por exemplo o papel, que exigiria o corte de mais árvores; as emissões de gases como metano e gás carbônico; as agressões ao solo, are água; entre outros tantos fatores negativos.
No aspecto econômico a reciclagem contribui para a utilização mais racional dos recursos naturais e a reposição daqueles recursos que são passíveis de re-aproveitamento.
No âmbito social, a reciclagem não só proporciona melhor qualidade de vida para as pessoas, através das melhorias ambientais, como também tem gerado muitos postos de trabalho e rendimento para pessoas que vivem nas camadas mais pobres.
No Brasil existem os carroceiros ou catadores de papel, que vivem da venda de sucatas, papéis, latas de alumínio e outros materiais recicláveis deitados para o lixo. Também trabalham na colecta ou na classificação de materiais para a reciclagem. Como é um serviço penoso, pesado e sujo, não tem grande poder atrativo para as fatias mais qualificadas da população.
Assim, para muitas das pessoas que trabalham na reciclagem (em especial os que têm menos educação formal), a reciclagem é uma das únicas alternativas de ganhar o seu sustento.
O manuseio de resíduos deve ser feito de maneira cuidadosa, para evitar a exposição a agentes causadores de doenças.
No Brasil, a cidade que mais recicla seu resíduos é Curitiba: atualmente, 20% de todo os resíduos produzidos - cerca de 450 toneladas por dia - são reciclados na cidade.
Tirar o lixo debaixo do tapete:
Um dos maiores desafios da sociedade moderna é o destino do lixo. Nova Iorque deposita seus resíduos a mais de 200 km de distância. A cidade de São Paulo transporta parte do lixo para o município de Caieiras. São José dos Campos praticamente esgotou o aterro sanitário do Torrão de Ouro e em breve terá um problema semelhante. O deslocamento aumenta muito o custo com o transporte, que pode representar até dois terços dos gastos de coleta e destinação final dos detritos.
A situação no nosso Litoral Norte é emblemática. O último aterro em operação – em Ubatuba – foi fechado no final de 2008. Para evitar um colapso, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba passaram a exportar os resíduos para Tremembé e Santa Isabel, em percurso que chega a 210 quilômetros. No caso de Ubatuba, por exemplo, a operação elevou o custo em mais de 400%. Para efeito de ilustração, enquanto a cidade gasta anualmente no sistema de lixo R$ 4,2 milhões, investiu em pavimentação de ruas e avenidas no último ano R$ 1,2 milhões. Imagine quantos investimentos a cidade fica impedida de realizar com essa despesa extra.
A CETESB divulgou recentemente o Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Domiciliares de 2008. Lá estão relacionadas 42 cidades paulistas que operam aterros sanitários irregulares por não atender as exigências ambientais. Cinco estão em nossa região – Taubaté (153 toneladas/dia), Cruzeiro (30,8 ton/dia), Aparecida (14,7 ton/dia), Bananal (3,2 ton/dia) e Silveiras (1,1 ton/dia). Todas essas cidades têm prazo até dezembro deste ano para se adequar às normas, sob o risco de sofrer multas e até interdição dos aterros.
Diante destes fatos, preocupa-me se estamos dando a devida atenção ao problema. Há alternativas viáveis para mitigar o drama dos aterros sanitários. Uma delas é a necessidade de oficializar e ampliarprogramas de coleta seletiva, além de instalar usinas de compostagem de material orgânico e reciclagem de resíduos, acompanhados daeducação sócio-ambiental.
Partindo da preocupação à ação, consegui aprovar na Assembléia Legislativa um Projeto para impulsionar a coleta seletiva. Este projeto hoje já é uma Lei Estadual, mas aguarda regulamentação do governador para que efetivamente obrigue a implantação da coleta seletiva de lixo em shopping centers, empresas e condomínios industriais e residenciais de grande porte, além de repartições públicas. É um passo importante para alcançarmos a generalização da prática de separação e reaproveitamento, começando por obrigar ao menos estes grandes geradores de lixo a fazer isso. O governo do Estado, que ora aponta as cidades com aterros problemáticos, muito ajudaria regulamentando nossa Lei.
Outra boa iniciativa é a organização de consórcios intermunicipais. Aliás, a criação de ferramentas de planejamento regional, somando esforços para solucionar problemas comuns, é uma idéia que defendo há anos com a proposta da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira, agora também encampada por toda a Frente de deputados da região. Algumas das nossas cidades, como as do Litoral, já perceberam a eficiência deste conceito para lidar com o problema do lixo.
O alerta vale para todos. Mesmo os aterros regulares em breve alcançarão seu limite. Encontrar novas áreas – e cada vez mais distantes – é difícil, aumenta enormemente os custos e ainda contribui para poluir o ar com o diesel consumido no transporte. Prefeituras e o governo do Estado devem trazer esta pauta para o centro das prioridades. Mas cabe a cada um de nós, cidadãos, a ação de maior impacto para a crescente acumulação de lixo: questionar nosso modo de vida. Reduzir compras supérfluas, escolher produtos com menos desperdício de embalagens ou evitar as onipresentes sacolinhas plásticas é praticar o consumo consciente.